A comunicação no ano de 2020

Desde as pinturas rupestres, a comunicação é expressa com a finalidade de registrar os hábitos de vida, os costumes e as características da sociedade que aqui viveu em diferentes épocas. São inúmeros os estudos e registros sobre o tema que nos possibilitaram conhecer o desenvolvimento das sociedades baseados em análises do formato, personagens e as ferramentas de comunicação utilizadas pelos nossos ancestrais. E assim, consequentemente, é também expressa na atualidade pelos diferentes formatos de comunicação criados pelas novas tecnologias.

Para quem trabalha na área da comunicação, o processo produtivo entre emissor e receptor sempre foi dinâmico. Diferentes matizes das cores, formas inovadoras de apresentação de campanha, linguagens que vão e voltam na moda, tendências que permanecem pouco ou muito pouco no mercado, sem falar, no grande e eterno cuidado com serviços e produtos que podem gerar “uma tal propaganda enganosa” ou “notícia falsa”, as famosas “fake News”. Porém, transformação tão rápida e sofrida como aconteceu em 2020, nunca e jamais foi visto! Tivemos que nos adaptar rapidamente em meio ao fervor da crise da pandemia e da mudança de hábitos e valores da sociedade. As peças de comunicação que antes se destacavam pela qualidade feita com precisão de especialistas foram superadas pela rapidez e instantaneidade, o planejamento realizado com base em pesquisas sobre o comportamento dos consumidores foi adaptado ao feeling dos profissionais  atualizados  pelas  notícias  diárias expostas pelas mídias, além do desgaste constante na  criação de estratégias para combater  o grande número de  fake News  nas redes sociais.

Em meio às regras de distanciamento social, as lives foram as ferramentas de comunicação com maior valor agregado para proporcionar a aproximação entre as pessoas. Famosos, empresas ou pessoas comuns tiveram a oportunidade de interagir demonstrando um propenso sentimento de amizade e senso comum. Outros formatos virtuais foram criados da noite para o dia com o objetivo de capacitar e promover estilos de vida saudáveis por “especialistas generalistas”. Ao mesmo tempo, nunca houve tanta desinformação a esse respeito. Os temas que antes eram tratados com ética e profissionalismo por parte dos jornalistas junto aos especialistas da área médica foram banalizados por muitos influencers que viram no tema “saúde” uma forma de aumentar seu número de seguidores.

Nas empresas, foram os mais jovens que tiveram a “manha” e expertise para promover a aceleração necessária. Enfim, o que era feito com algum tempo e dedicação passou a ser elaborado com a palavra da ordem: a rapidez. Pode-se dizer que, como os demais setores da nossa sociedade, a comunicação como ciência nunca mais será a mesma. Isso é bom ou ruim? Ainda não sabemos.  O que acordamos é que temos que reinventar novas estratégias, adaptarmos as novas tecnologias e oferecer novos gatilhos para facilitar a recepção da mensagem, com rapidez  e direção. A tendência para isso, neste momento, é utilizar pessoas demonstrando  a forma correta de utilização dos produtos ( novo formato de manual de instrução)  ou  abordagens mais diretas  de comunicação.  A dica  é  comprometer-se com a  ética e com as pessoas que recebem a  mensagem. Trabalhar com comunicação é empatia, é se ver no outro a fim de compreender as suas necessidades e os seus sentimentos e poder contribuir  de alguma forma.